O seu gerente pode ser super solícito quando você liga e pede uma ajuda. Ele se desdobra para aprovar aquele empréstimo do qual você tanto precisa e parece estar sempre atento a "movimentações estranhas". Mas existem coisas que ele não revela, e quem pensa no gerente como um consultor pessoal de finanças pode acabar perdendo dinheiro, pois quase todas as recomendações dele atendem primeiramente às necessidades do banco, e não as suas.
1. Você tem direito a um pacote de serviços gratuito
É um dever de todo o banco informar ao cidadão que ele tem direito ao pacote de serviços essenciais, que não tem custo de manutenção e oferece quatro saques, dois extratos, duas transferências entre contas na mesma instituição e dez folhas de cheque por mês.
No entanto, é comum que os funcionários informem que não existe uma modalidade de conta corrente que não obrigue a adesão de pacotes de serviços.
2. Capitalização não é investimento
Você provavelmente já foi convidado a adquirir um título de capitalização. Esta modalidade de "investimento" é uma espécie de poupança programada que oferece ainda a chance de ganhar prêmios em sorteios regulares.
O que ninguém quer te contar é que uma parte de cada depósito é retida pelo banco para compor o fundo de capitalização, que viabiliza os prêmios aos ínfimos sortudos participantes. Além disso, se você decidir sacar o dinheiro aplicado antes do término da vigência do título, precisará arcar com taxas que podem reduzir (e muito) o valor do resgate.
3. Sacar dinheiro do cartão de crédito custa (muito) caro
A maioria dos cartões de crédito oferece ao portador não apenas a possibilidade de pagar suas contas a prazo, mas também sacar dinheiro diretamente no caixa eletrônico. O problema é que, ao sacar dinheiro do limite do cartão de crédito, você acaba por contratar uma espécie de empréstimo, com taxas de juros que podem chegar a estratosféricos 15% ao mês. Além disso, pode ser aplicada uma tarifa que varia de R$1,50 a R$8,00.
Para cobrir uma necessidade de última hora, o mais recomendável é recorrer a outras linhas de crédito automático, como o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e o crédito consignado, que também podem ser contratados diretamente no caixa eletrônico e possuem taxas de juros mais atrativas.
4. Previdência privada não é pra todo mundo
Garantir um futuro tranquilo com pequenos aportes mensais é o sonho de qualquer pequeno investidor, certo? É o que prometem os planos de previdência privada. No entanto, detalhes pouco conhecidos por quem contrata este tipo de serviço podem minar os seus recursos a longo prazo sem que você perceba.
Um dos maiores problemas dessa modalidade de investimento é a taxa de carregamento, fatia que o banco retira para ele a cada aplicação e que pode chegar a 10% do valor. Incide também sobre os planos de previdência a taxa de administração, que oscila entre 0,5% a 4% do total investido, além da taxa de saída, valor cobrado no resgate dos valores acumulados.
Se você tem pouco dinheiro para investir, estude bem as propostas de previdência privada e compare com a possibilidade de aplicar em outros títulos, como LCI, LCA e Fundos de Investimento. É que os bancos costumar guardas as melhores taxas para grandes investidores (considere os que podem efetuar aportes de dezenas de milhares de reais).
5. Você não é obrigado a contratar seguro de empréstimo
O artigo 39 do CDC (Código de Defesa do Consumidor) criminaliza a prática de venda casada. No entanto, é comum que os bancos condicionem a contratação de um empréstimo à aquisição de seguro pelo cliente. Isso é uma forma do banco se proteger contra a inadimplência no caso de morte do tomador.
Salvo raras exceções, como nos casos de financiamento imobiliário, a contratação de seguro é facultativa e não pode ser condição para liberação de empréstimo. Você pode e deve, caso enfrente este tipo de problema, procurar ajuda na Ouvidoria da instituição financeira, e, em último caso, ao Banco Central.